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CRISE CIVILIZACIONAL: ALGUNS SINTOMAS

Em um de nossos artigos, falamos da crise ecológica como uma crise integrante de uma crise maior: a crise civilizacional . Comentamos que um dos grandes sintomas dessa crise é a destruição, o descuido e descaso com o meio ambiente, enfim, com os ecossistemas que garantem a reprodução da vida humana, aguática, mineral, vegetal e animal em nosso Planeta. Vimos que nosso Planeta agoniza, pede socorro e uma parcela de pessoas, grupos, instituições e alguns poucos governos no mundo, em vários lugares, em diferentes territórios e de muitas maneiras, procuram fazer algo em sua defesa e preservação. A cidadania plenetária, de que tanto nos fala Leonardo Boff, ainda não é uma realidade no mundo, apesar de muitas e significativas iniciativas, como, por exemplo, o Fórum Social Mundial, a Campanha contra a construção do Oleoduto de Keystone XL, que vai atravessar os Estados Unidos até o Golfo do México para explorar as areias betuminosas, dentre outras. Mas, além da destruição, descu...

POBREZA DE EXPERIÊNCIA: O MAL-ESTAR DE NOSSOS TEMPOS?

Queridos leitores e queridas leitoras desse Blog, nesse post de hoje quero compartilhar com vocês um tipo de pobreza que está se alastrando em nossos tempos, mesmo que estejamos vivendo em tempos caracterizados pela ânfase ao que é imediato, ao presente, ao agora, ao latejante ou pulsante; em tempos do primado do individualismo: “a liberdade de cada um imprimir sua exterioridade com selo de sua individualidade para nela poder reconhecer-se e fazer-se reconhecer” (Gabriel Monod). Falo da pobreza de experiência. Essa questão tem povoado minha vida, minha mente e muitas discussões com jovens, grupos e organizações sociais. Parece que cada vez menos, conseguimos perceber o sentido do que estamos fazendo no cotidiano de nossas vidas. Há uma sensação de mal-estar geral, como se nos sentíssemos distantes da realização de nossos sonhos e possibilidades. Pensamos e fazemos com certa mecanicidade ou instantaneidade nossas tarefas, atividades, projetos e afazeres. Quase sempre não sentimos a...

PALAVRA E CORPO

Nesses últimos dias, sob um movimento de devaneio do espírito, inquieto senti-me pensando em dois grandes poderes: o poder da palavra e do corpo, elementos fundantes e mediadores da comunicação. E me perguntei: qual desses poderes tenho acessado mais em meu cotidiano? A resposta foi óbvia: o poder da palavra, do verbo. Logo, conclui: falo mais com o verbo do que com o corpo. Na inquietude dessa reflexão, buscando entender melhor a razão pela qual nos comunicamos pouco com nosso próprio corpo, me fez pensar o quanto somos exageradamente racionais e não exploramos, mobilizamos as nossas inteligências que caracterizam e configuram esses poderes. É, a gente tem muitas inteligências. Foi isso que descobriu o psicólogo Howard Gardner, que afirma que nós temos dez inteligências: linguística, que se manifesta na habilidade para lidar com as palavras nos diferentes níveis de linguagem; a lógico-matemática, a que determina a habilidade para o raciocínio dedutivo; a musical, que nos permite org...